A SUSPEITA DE CAPTURA DA AGÊNCIA REGULADORA PELOS REGULADOS – PARTE 3

Complementando as benesses às indústrias providas pela ANAC durante a gestão do então PRESIDENTE Marcelo Pacheco dos Guaranys, na gestão do DIRETOR Ricardo Sérgio Maia Bezerra, e apesar de advertida pela ABRAVAGEX, a ANAC prorrogou a isenção da norma de segurança que exigia a presença de um construtor amador na construção amadora, agora até o ano 2021.



Ao menos nos casos aqui descritos, esses desvios ocorreram ao arrepio da obrigatória competência técnica e até mesmo do que parece ser um majoritário idealismo e ética de muitos agentes públicos, que foram selecionados para cargos em escalões inferiores das Agências Reguladoras através da aprovação em concursos públicos, e não por barganhas, apadrinhamento político ou nepotismo.

Forte indício de idoneidade na maioria dos agentes públicos de escalões inferiores, é a nota da Diretoria Executiva do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências). Essa nota foi publicada pelo Correio Braziliense Online em 22/08/2018:

“O Sinagências reconhece que um dos principais problemas das Agências Reguladoras são os ataques a sua autonomia técnica que ocorrem principalmente com a lotação dos cargos diretivos, pelos partidos políticos.

Igualmente, o Sinagências vem propondo à sociedade a autossustentabilidade das Agências e a ocupação dos cargos diretivos por pessoas qualificadas tecnicamente e reafirma que sem autonomia técnica e financeira, as Agências continuarão reféns de interferências políticas de governos momentâneos.”



A ANAC é leniente por não regular de modo competente.

É também mal informada dos resultados dessa desregulação por não fiscalizar, por não investigar os acidentes e por não acatar as recomendações de quem investiga, que é o CENIPA.

E quando é bem informada é irresponsavelmente omissa dos riscos à segurança de voo.


“NÃO COMBATEMOS A AVIAÇÃO ESPORTIVA, E NEM MESMO A INDÚSTRIA AERONÁUTICA LEVE BRASILEIRA.”

O que combatemos são os desvios regulatórios que permitem que um crime organizado por interesses econômicos possa ficar impune.

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