A DEGRADAÇÃO DA SEGURANÇA DE VOO PELAS NORMAS DA ANAC – PARTE 1

ABRAVAGEX denuncia a ANAC no Congresso Nacional, Ministério Público Federal e outros foros decisórios, pela degradação da segurança de voo.

Degradação da Segurança de Voo

A ABRAVAGEx expôs em vários foros decisórios os fatores de risco que culminam na degradação da segurança de voo.


Os foros decisórios onde fizemos as denúncias são:

  • Congresso Nacional,
  • Controladoria Geral da União – CGU,
  • Corregedoria, Ouvidoria e Conselho Consultivo da ANAC,
  • Mídias sociais,
  • Imprensa formal e
  • Ministério Público Federal,

Em linhas gerais essa degradação da segurança de voo vem se concretizando através dos itens descritos resumidamente abaixo:

  • A deficiência na formação de pilotos esportivos, delegada pela ANAC a associações dos próprios interessados e até a vendedores de aviões
  • A deficiência na testagem e habilitação da proficiência destes pilotos, delegada aos mesmos acima, em evidente conflito de interesses;
  • A falta de registro na ANAC dos projetos de aeronaves esportivas ;
  • As Autorizações de Voo (CAV) dadas pela ANAC a aeronaves sem os obrigatórios Certificados de Aeronavegabilidade (CA);
  • A certificação das Aeronaves Leves Esportivas – ALE sem checagem e/ou com isenções do cumprimento das também obrigatórias normas internacionais de segurança ASTM, entidade americana parceira da nossa ABNT;
  • A permissão do uso de materiais não aeronáuticos na fabricação industrial dos aviões dessas diferentes categorias informais vendidas ao público;
  • A vistoria final de aeronaves feita, em causa própria como agente oficial da ANAC, pelo seu próprio fabricante – em mais um óbvio conflito de interesses;
  • A manutenção dessas aeronaves feita pelos próprios operadores ;
  • O mascaramento final de toda essa produção industrial como “construção amadora”, visando isenções de cumprimento de normas de segurança.



Uma consequência disso é que a aviação leve brasileira há anos vem apresentando crescentes índices de acidentes FATAIS, e que a responsabilidade primordial por essa funesta estatística deve ser investigada justamente na instituição pública que tem o dever legal de zelar pela segurança de voo no Brasil: a ANAC.

As alarmantes estatísticas mostradas no livro ASAS DA MORTE jamais haviam sido sequer estabelecidas, menos ainda divulgadas, pois a aviação leve não certificada sempre foi o único segmento da aviação brasileira cujos acidentes, até então, nunca haviam sofrido uma investigação oficial completa, exceto em poucos casos, nos quais o CENIPA não abordou, como agora, as distorções do ambiente regulatório subjacente.

Essa absurda omissão persistiu até 04/01/2015, dia do acidente fatal da aeronave “Super” Petrel LS de matricula PU-PEK, ocorrido na cidade de Toledo – Paraná, e que vitimou o jovem piloto Vitor Augusto Gunha da Costa, aos 19 anos.

( continua na PARTE 2… )


“NÃO COMBATEMOS A AVIAÇÃO ESPORTIVA, E NEM MESMO A INDÚSTRIA AERONÁUTICA LEVE BRASILEIRA.”

O que combatemos são os desvios regulatórios que permitem que um crime organizado por interesses econômicos possa ficar impune.

Quer saber mais? Baixe GRATUITAMENTE AQUI a versão online do livro “ASAS DA MORTE”, fruto de 4 anos de trabalho de investigadores, engenheiros, juristas e de pesquisas em dados oficiais e na legislação.